terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

CORAGEM X COVARDIA


Eu me considero uma pessoa corajosa. Melhor dizendo, outrora, fui muito corajosa.
A coragem sempre me fascinou, ultrapassei os meus medos, obtive conquistas inesquecíveis.
Me refiro ao tipo de coragem que me motivara a viver quando tudo parecia perdido;
Coragem que me fortalecia com a esperança de dias melhores.
Coragem de enfrentar um dia sob o sol na árdua tarefa de um bóia-fria, e no dia seguinte outra vez.
Coragem de tomar decisões que mudariam o rumo da minha história, e assim sucessivamente.
Ah, como já ouvi pessoas exclamarem o quanto “sou” corajosa!
Na minha infância, quanta coragem eu tinha!
Eu desafiava os perigos, andava quilômetros a pé sozinha, andava por trilhas desconhecidas, dormia em baixo de árvores distante de casa, adentrava rios e cachoeiras, subia em altas árvores, só por prazer!
A alerta de que na região onde eu naturalmente brincava, explorava havia cobras venenosas entre outros perigos, não era suficiente para me deter.
Provei ser corajosa na minha adolescência quando inúmeras vezes recusei usar drogas, mesmo estas me parecendo tão acessíveis e favoráveis, haja vista, que a vida não me oferecia muita expectativa.
Eu sei que a coragem é um traço, uma partícula do caráter.
Ah... o problema é que meu conceito de coragem não é mais o mesmo que outrora.
Hoje compreendo que coragem é o contrário de covardia.
De fato, fui corajosa na minha trajetória, entretanto, percebo que quando nos tornamos adulto e/ou cristão, percebemos que coragem vai muito além de situações como as que relatei.
2 Timóteo 1.7 diz que "DEUS NÃO NOS TEM DADO ESPÍRITO DE COVARDIA, MAS DE PODER, DE AMOR E MODERAÇÃO”.
A maratona da vida cristã nos desafia todos os dias a tomar decisões. E nestas, demonstramos coragem ou covardia.
O ato de coragem mais difícil a meu ver é permitir uma avaliação diagnóstica de nós mesmos.
É tirar um raio-x do nosso caráter, que expõe as nossas motivações e nossas omissões.
Se tirássemos uma radiografia da nossa personalidade, como seria?
Coragem não é habilidade. Compreendo que ousadia para falar em público, por exemplo, embora implique coragem, mas trata de habilidade, hábito e necessidade.
Uma pessoa pode se expressar muito bem em público e utilizar do momento para extrema covardia ao expor, humilhar outros ou gloriar a si mesmo, isso não é coragem.
A verdadeira coragem consiste em seguir a Cristo e obedecê-lo.
A coragem conceituada e aprovada por Deus, nasce nos bastidores da alma, é um ardente desejo de obedecer os seus mandamentos .
Como é difícil vivenciar a coragem, todavia, como cristãos devemos exercitá-la através da VERDADE, da SINCERIDADE.
Precisamos de muita coragem para tirar as máscaras e reconhecer nossos erros.
Coragem para não se corromper buscando atalhos que Jesus não passaria por eles.
Necessitamos de coragem para não nos intimidar com críticas infundadas e destrutivas,
com avaliações injustas.
Precisamos de muita coragem para confrontar (em amor) nossos semelhantes ao invés de ser conivente com o erro e depois falar pelas costas.
Para se despir do orgulho e viver a humildade, precisamos de coragem.
Por fim, precisamos ser corajosos suficientemente para admitir que somos falhos e carecemos da graça e misericórdia do nosso Salvador Jesus.
Que Deus nos capacite a viver corajosamente, pois Deus não tem prazer em covardes!

2 comentários:

Marcia do Rafa disse...

Palavra maravilhosa... Estava ontem mesmo partilhando com alguém sobre ser adorador por excelência isso exige muita coragem principalmente no quesito (como postado) de tirar a máscara e reconhecer que somos falhos SIM e que pela MISERICORDIA DO SENHOR estamos vencendo e não POR NOSSO PRÓPRIO MERITO...

Heliane disse...

Que mensagem maravilhosa você nos deixou em sua postagem.
Como é importante reconhecer que somos frágeis e que precisamos ter coragem de nos desvencilhar de muitas coisas, para merecermos s graça e o poder de Deus em nossas vidas