terça-feira, 25 de maio de 2010

Conselhos Para Casamento???

O cristão norte americano William Lane Craing, Ph.D em filosofia ,teologia e historiador, bem como autor e conferencista, lista alguns conselhos para o casamento, os quais reproduzirei aqui.

Trata-se de conselhos práticos, sendo que alguns desses, eu e meu esposo aplicamos no nosso casamento que hoje comemora-se BODAS DE BRONZE.

Compactuo que o casamento pode ser representado por dois rios que se encontram, cada um trazendo sua bagagem, “sujeiras”, defeitos. Leva algum tempo para que a turbulência se acalme, a espuma leve a sujeira para a superfície e seja lançada fora.....aí os rios se tornam um e segue seu percurso....

Um rapaz preste a se casar pede um conselho ao Dr Craing:


O casamento está em um futuro próximo, e eu gostaria de lhe pedir algum conselho antes disso acontecer. Podemos evitar erros? Seria útil encontrar-se com um pastor para um aconselhamento pré-marital? Que dicas úteis você poderia dar de uma perspectiva cristã ou de sua própria experiência?


Resposta


Jan e eu acabamos de voltar do Texas, onde eu tive o privilégio de casar nosso filho Johne sua noiva Christine, então sua pergunta parece bastante apropriada para este momento! Jane eu somos mais que feliz em dar conselhos quando pedidos, então deixe-me compartilhar alguns pensamentos que espero que serão úteis para você.

Quando eu me casei, eu pensei que os inevitáveis ajustes que todos diziam esperar eram basicamente trivialidades, como uma pessoa apertar o tubo de pasta dental no meio e a outra pessoa apertá-lo no final, ou uma pessoa ser ordeira e asseada e a outra pessoa deixar roupas sujas fora de lugar, e assim por diante. Esses tipos de ajustes são o assunto das piadas. Eu não tinha idéia de que os verdadeiros ajustes no casamento fossem muito mais sérios e profundos.

Os verdadeiros ajustes no casamento se originam do profundo quebrantamento que todos nós trazemos para o relacionamento. Mesmo o mais saudável psicologicamente de nós traz para o casamento um resíduo de experiências desde a infância que nos deixou com cicatrizes em diferentes formas e em diferentes graus: falta de auto-estima, insensibilidade, complexo de inferioridade, impulsividade, desconfiança, insegurança, temperamento, e assim por diante. Com tantas pessoas agora vindas de lares quebrados e famílias disfuncionais, esses tipos de problemas serão ainda mais abundantes entre os recém-casados de hoje.

Eu ouvi o casamento ser comparado a dois grandes rios que, em algum ponto, se encontram. No seu local de encontro, haverá turbulência e águas espumosas por algum tempo.Mas, tempo depois, rio abaixo, os rios se tornam realmente um e fluem suavemente eu seu curso. Essa comparação é apropriada. Pode levar de cinco a oito anos para trabalhar na fase de ajustes antes de atingir um relacionamento pacífico e harmonioso. Eu não quero desencorajar vocês, mas sim abrir seus olhos para o que está pela frente para que, quando aquilo chegar,vocês não desistam, mas digam um para o outro, “Nós podemos, com a ajuda de Deus, superar isso para encontrar o casamento que Deus quer que tenhamos!” Os primeiros anos do casamento, que no retrato de Hollywood deveriam ser idílicos, são — se você lidar com eles corretamente — geralmente os piores, e os últimos anos são os melhores.

Então, que conselhos eu posso lhes dar para ajudar-lhes a passar com sucesso por aquela

fase para um relacionamento feliz e saudável?

Deixe-me mencionar alguns pontos:

1. Determinem que não haverá divórcio. Lembrem-se de que, de acordo com as

Escrituras, Deus odeia o divórcio. É um pecado e, portanto, deve ser evitado a todo custo. Portanto, não importa o quão difíceis as coisas fiquem, nenhum de vocês vai desistir. Vocês vão superar isso. Vocês vão fazer o necessário para resolver seus problemas. Individualmente, você será o homem de Deus ou a mulher de Deus que foi chamado para ser, independentemente do que seu cônjuge faz. Você vai decidir buscar a santidade em vez da felicidade (embora você saiba que a santidade é na verdade o segredo para a felicidade!) e, assim, vai suportar a dor em vez de tentar sair pelo caminho mais fácil. Ironicamente, ao escolher o caminho mais difícil do compromisso permanente, você aumenta grandemente as chances de construir um relacionamento feliz porque você vai fornecer o tipo de segurança para seu cônjuge que permite que o amor floresça.

2. Demore a ter filhos. Os primeiros anos do casamento são difíceis o suficiente por si só

sem que seja introduzida a complicação das crianças. Uma vez que as crianças chegam, a atenção da esposa é necessariamente desviada, e um enorme estresse vem sobre vocês dois. Passem os primeiros anos do casamento conhecendo um ao outro, resolvendo seus problemas,se divertindo juntos, e desfrutando aquele íntimo relacionamento de amor só vocês dois. Jan e eu esperamos dez anos antes de ter nossa primeira criança Charity, o que me permitiu concluir minha graduação, colocar os pés no chão financeiramente, estabelecer algumas raízes, e desfrutar e construir nosso relacionamento de amor até estarmos realmente prontos para assumir as responsabilidades da paternidade. A reserva aqui é que, se a esposa quer desesperadamente ter filhos agora, então o marido deve consentir com seu desejo de ser mãe, em vez de negar isso a ela. O veredicto dela deve ser decisivo. Mas se vocês puderem concordar em esperar, as coisas provavelmente serão mais fáceis.

3. Confronte os problemas honestamente.

Quando nós encontramos um jovem casal, Jan muitas vezes os chocará comentando, “Bem, espero que vocês estejam brigando bastante!”(Eles geralmente estão.) Brigar com seu cônjuge é tão emocionalmente estressante e doloroso,porém é o meio necessário como os problemas são resolvidos e vocês se tornam um. O casal que está em verdadeiro perigo não é aquele que está brigando, mas aquele que não está confrontando. A fim de evitar a dor, é mais fácil varrer as coisas para baixo do tapete e tentar esquecê-las.

Mas, assim, os problemas não são resolvidos, e a amargura e o ressentimento podem começar a crescer até que o casamento fique envenenado. Não deixem isso acontecer. Reúnam sua coragem, decidam suportar a dor e confrontem seus problemas abertamente. Agora, por favor, entendam que quando eu falo de “brigar”, não estou falando de violência física e abuso. Estou falando em discutir. E, quando vocês discutirem, devem exercitar o autocontrole para que briguem justamente. Nunca chame seu cônjuge de ‘nomes’ nem diga coisas preparadas para ferir, coisas de que você mais tarde se arrependerá. Isso é inconsistente com o amor.

Em vez disso tenha em mente, mesmo no calor de uma discussão, que o propósito da discussão é resolver o problema, não machucar a outra pessoa com comentários ácidos. Sempre perguntem a si mesmos, “Como podemos resolver isso?”, em vez de como podem ganhar a discussão. Você ganha resolvendo o problema e saindo de uma discussão com um parceiro que ama você e que não foi emocionalmente ferido por seus comentários ofensivos.

4. Busquem aconselhamento marital. Um excelente conselheiro pode ver coisas em vocês para as quais vocês simplesmente estão cegos e nem percebem em si mesmos. Isso pode ser muito desvendador!

Ele pode ajudá-los como casal a adotar estratégias para construir seu relacionamento, resolvendo problemas e lidando com suas crianças. Nunca tenha vergonha de buscar aconselhamento. Pelo contrário, isso mostra ao seu cônjuge como você é serio sobre construir seu relacionamento e como você está pronto para se humilhar e mudar se necessário. Tendo dito isso, eu lhe aviso contra conselheiros pobres. Se seu conselheiro não está revelando uma percepção penetrante sobre você e seu cônjuge, se as sessões são apenas um remoer sem proveito, saia e encontre outro conselheiro. Pergunte ao redor para descobrir quem em sua área é realmente bom, e não desperdice tempo e dinheiro em um conselheiro pobre.

5. Dêem passos para construir intimidade em seu relacionamento.

Esposas:

Vocês precisam perceber que a necessidade número 1 do seu marido no casamento é, o que ele mais quer de você: sexo! Sim, sexo freqüente e apaixonado! Se você fizer isso, realmente vai ter um marido feliz. Infelizmente, aqui nós enfrentamos uma dessas enormes desconexões entre o homem e a mulher (você sabe, aquela coisa de Vênus e Marte).

Um homem encontra a intimidade com a mulher que ele ama através do ato sexual; mas uma mulher vê a intimidade como um pré-requisito para o ato sexual. Então, se você está sentindo uma distância emocional de seu esposo, o que você deve fazer?

Você parece estar em um impasse. Se vocês se encontrarem nessa situação, então meu conselho é que é a esposa que deve ceder e ser aberta aos avanços de seu marido. Do contrário, o que você está fazendo é usar o sexo como uma arma: dizendo, na verdade, “Primeiro, você satisfaz minhas necessidades emocionais ou eu lhe negarei o sexo.” Isso é manipulador e não amoroso. Algum tempo depois de fazer sexo, você pode levantar com ele os problemas que você acha que têm criado um distanciamento emocional entre vocês e buscar resolvê-los.

Maridos:

Na sua parte, vocês precisam lembrar o que vocês estão pedindo que sua

esposa faça ao deixar que você tenha uma relação sexual com ela: você está literalmente pedindo que ela deixe você entrar em seu corpo. É difícil imaginar um ato que mostre tanta vulnerabilidade e rendição do que esse. Portanto, você precisa fazer tudo o que puder para construir um relacionamento de intimidade e confiança que a ajude a ceder a você alegremente. Então, como você faz isso? Romance? Claro; mas aqui encontramos outra enorme desconexão. Quando eu, como homem, penso em romance, eu penso em um jantar à luz de velas, música suave, uma caminha na praia ao luar. Mas para minha esposa essas coisas são apenas externas. Nenhuma dessas coisas é para ela o coração do romance. Para ela, o coração do romance é: conversar com ela! Sim, apenas tomar um tempo para conversar com ela e, assim, conectar-se em um nível emocional. Isso significa separar, digamos, meia hora por dia apenas para conversar com ela. O problema é, isso pode por si só tornar-se apenas mais uma coisa para fazer, mais uma coisa externa. O que é chave é que, durante esse tempo, vocês se conhecem emocionalmente.


O que eu aprendi é que o casamento na verdade se trata de ser, não fazer. Vocês podem estar fazendo todas as coisas certas prescritas nos livros sobre casamento e ainda assim não estar “sendo” unidos. O que é “ser”? É derrubar as barreiras invisíveis de defesa que cada um de nós constrói ao seu redor para se evitar se machucar. Significa ter limites permeáveis para o seu cônjuge. Menos metaforicamente, significa vulnerabilidade e transparência em relação ao outro. Relacionar-se assim ao seu cônjuge constrói uma conexão emocional que alimenta a intimidade.

Então, como podemos saber, considerando nossos pontos-cegos e nossa tendência ao auto-engano e racionalização, se estamos apenas “fazendo” em vez de “sendo”? Bem, para começar, seu cônjuge pode lhe dizer! Mas um termômetro que você pode usar para medir isso por si mesmo é explorar seus sentimentos e ver se você sente ressentimento por todo o esforço que você está investindo em seu casamento. Se você percebe sentimentos de ressentimento, isso é um claro sinal de que você está apenas fazendo em vez de sendo.


Os Dois: Talvez o maior inimigo de um casamento de sucesso é a “separação progressiva.” Isso quer dizer, eventualmente vocês começam a conduzir duas vidas separadas e, assim, a ficar mais e mais afastados. Isso é especialmente perigoso se a esposa tem uma carreira independente do seu marido. Vocês simplesmente começam a viver em mundos diferentes. Embora isso seja politicamente incorreto, eu então encorajaria sua esposa a não buscar uma carreira independente, mas a ser uma dona de casa ou ser sua parceira em uma causa comum. Isso lhes dará muito mais de suas vidas para compartilha do que se estivessem seguindo trajetórias independentes.

Eu espero que não tenha sobrecarregado vocês, Zareen, mas você pediu!

Eu desejo avocê e sua futura esposa um maravilhoso e Cristocêntrico casamento que seja grandemente usado por Deus na extensão de seu Reino!

Por William Lane Craig © Reasonable Faith Website:re aso nablefait h.o rg

Traduzido por www.voltemosaoevangelho.com

5 comentários:

Marcia do Rafa disse...

Cristocêntrico foi ótimo...Excelente post Cleo...

Patrícia Angélica Gonçalves Pereira disse...

Cleo, vou ler e reler várias vezes. Também preciso destes conselhos.

Beijos

Loidy disse...

Oi querida Cleo!!! Lindo e abençoador post.

Éverton Vidal Azevedo disse...

Concordo com muita coisa, mas nao com tudo. Deve-se lutar com todas as forças pra que nao haja divórcio. Mas, nao vale perder a sua dignidade, se submeter ou ficar aceitando coisas contrárias a uma vida e relaçao saudável. Cnheço mulheres que pra nao se divorciar, nao "pecar" e "seguir a palavra de Deus", aceitam agressoes, até mesmo físicas, e adultérios, etc. Há homens que também sao assim. A meu ver isto já é uma espécie de idolatria, já é nao amar-se a si mesmo, portanto um pecado.

Divórcio é o enterro de um morto. Vai ser sempre a última soluçao, feita com muita dor. E Deus que é rico em misericórdia compreende.

Um abraço!
Inté.

Francielle Cristiane Silva disse...

Conselhos sábios Cleo! Analisando meu casamento até aqui, percebo que os conselhos do escritor estão corretíssimos, realmente é de tudo isso (e claro, mais) que um casamento precisa para resistir a tantos ataques do mundo.
Como diz Loidy, abençoador post!!
Abração, Fran.