Há exatamente 4 anos, ao findar a licença maternidade do meu
segundo filho, eu pedi exoneração de um
concurso público.
Nesses 4 anos sem
“meu” salário tem sido um grande desafio. Percebo claramente o trabalhar de
Deus e seus propósitos se cumprindo na
minha vida. Desde minha infância trabalhei fora e atualmente, sou dependente
financeiramente...
Por vezes, sinto uma imensa vontade de levantar de manhã ,
me arrumar e ir para o trabalho e, no final do mês, receber meu salário.
O período mais difícil é quando a renda familiar parece não
“ dar conta” das despesas, mas de qualquer modo, sempre contemplo as nossas
necessidades supridas.
Esta semana pensei muito nisso: como seria se eu tivesse que
voltar ao trabalho hoje? Me causa um mal estar só em pensar levar meu bebê logo de manhã para uma escola,
haja visto que jamais deixaria em casa com babá.
A Sara e o Davi também teriam que passar o dia na escola...e
a noite, os três teriam de mim o que restou de um longo dia do trabalho.
Analisando bem, comprar sapatos extras e roupas de marcas entre outras “coisinhas”tanto para mim quanto
para as crianças ficará para segundo
plano. Enquanto for possível ficarei aqui totalmente “incorporada” de dona de
casa, cozinhando para minha família, vendo meus filhos dormirem e acordarem,
amamentando meu bebê exclusivamente no peito e ao findar do dia, embora
cansada, com o coração grato dizer ao Senhor: Pai, eu tentei dar o melhor de
mim, me perdoa se por vezes reclamo, cuidar das heranças que me confiaste não
tem preço, é um privilégio.