quarta-feira, 14 de julho de 2010

Criticas X Elogios

Elogio: aprovação explicita; louvor (minidicionário Houaiss).

Tenho me deparado com afirmações como estas: “ELOGIO FAZ BEM PARA O EGO”, “A ARTE DE ELOGIAR”. Este pensamento é encontrado principalmente em livros seculares de auto-ajuda.

Particularmente, vejo uma problemática no ato elogiar.

Confesso que ouve etapas da minha vida que almejei LOUVORES, entretanto, descobri que o que realmente importa é ser aprovada por Deus, do mesmo modo, ser exortada por Ele.

Compreendo que o meu conceito de elogio é diferente do conceito de algumas pessoas.

Na minha concepção o maior reconhecimento é a ação. Eu não me limito a “PALAVRAS”.

Por exemplo, eu não preciso dizer a uma pessoa que a aprecio se eu demonstro que gosto da companhia dela...

Eu não convido qualquer pessoa para vir na minha casa, logo, quem eu convido, é porque aprecio, então, penso que dispensa palavras de aprovação.

Ainda, em certas situações concordo com Agostinho que adverte ” PREFIRO OS QUE ME CRITICAM, PORQUE ME CORRIGEM, PORQUE OS QUE ME ELOGIAM, ME CORROMPEM”.

Quando se trata do processo de educação de crianças, a problemática do elogio em escesso pode gerar conseqüências irreparáveis.

A psicanalista e educadora Rose Maria Oliveira Paim (Universidade Federal do RS), assevera que alguns pais valorizam demais os seus filhos, o que acaba provocando na criança distúrbios sociais.

“AMOR PRÓPRIO EM EXAGERO PODE FAZER MAL”.

A psicóloga Carol S. Dueck, da Universidade de Columbia nos EUA, investigou o efeito de elogios em estudantes americanos, entre outros fatores, percebeu-se que estudantes que foram muito elogiados desenvolveram insegurança e medo, uma vez que receiam falhar, procuram executar sempre as coisas mais fáceis, fogem das dificuldades apresentadas.

Roy Baumeister, da Universidade Estadual da Flórida (EUA), comprovou que uma auto imagem exagerada e o cuidado com o próximo NÃO andam juntos.

Há uma concordância entre os pesquisadores que os pais são os principais responsáveis pelas distorções na autocrítica da criança.

Há uma preocupação de psicólogos e educadores sobre a questão de que muitos pais denominam seus filhos de “PRINCIPES E PRINCESAS”, e conseqüentemente, PERFEITOS.

“A identidade de uma criança é criada tijolo por tijolo”nesse processo de construção, obediência, cooperação, respeito, justiça e sinceridade são valores imprescindíveis na formação do caráter dos pequenos.

O nome da minha filha SARA, significa princesa. A escolha deste nome, antes dela nascer remete-se ao fato de que ela é filha do Rei dos Reis (do nosso Deus), e não porque ela é a mais linda e perfeita criança do universo.

Ela já reconhece muito bem esta realidade, aos olhos do Pai, ela é perfeita como foi formada no ventre, todavia, enquanto pais, compreendemos que beleza é subjetiva, logo, não criamos expectativas doentias na vida dos nossos filhos.

Há quem diz “ há sensuras que elogiam e elogios que condenam” (Françõis de La Rochefoucauld).

Todas as vezes que esperamos ser reconhecidos através de elogios, começa a se formar em nossas vidas um palco para muitas frustrações.

De acordo com pesquisas e a cima de tudo, de um caráter cristão devemos EDUCAR, não BAJULAR nossos filhos.

Quando nosso menino jogar bola, parabenizá-lo pelo GOL, pelo respeito aos colegas,etc (se ocorreu isso), porém, com amor apontar os pontos que ele não foi tão bom assim.

Segundo Gabriel Hortêncio “elogio é uma caixinha de presente, onde muitas vezes o presente é a falsidade”.

Conforme algumas teorias (Behaviorista ou comportamentalista entre outras), o elogio visa alimentar o EGO. A Bíblia por sua vez nos norteia a crucificar o EGO.

A palavra de Deus em PV 29.5, nos assevera: “ o homem que lisonjeia o seu próximo arma uma rede a seus passos”. E ainda em Pv 28.23 diz:” O que repreende o homem gozará depois mais amizade do que aquele que elogia com a língua”.

Na verdade, sou bem econômica quando se trata de elogio. Há alguém que diz:” elogiar é despertar o orgulho”, logo compreendemos o porquê de algumas pessoas serem tão dependentes de elogios. Esta dependência os torna superficiais, fugitivos de situações de conflito, e quando confrontadas, ficam deslocadas, magoadas e geralmente fogem de qualquer missão, haja vista que são acostumadas a serem bajuladas.

Outro problema das pessoas viciadas em receber elogios é que se tornam “cegas”, acabam não discernindo quando é bajulação, quando é “um tapa de luva”...

Segmund Freud afirma: “Contra os ataques é possível nos defendermos: contra o elogio não se pode fazer nada”.

Portanto, elogios não me iludem e criticas não me abalam, ou me fazem crescer, tudo depende de quem faz a crítica e em que contexto ela é feita.

( fonte de pesquisa: Bíblia sagrada, revista Super Interessante e Google)

1 comentários:

Cleonice Luiza Moreira de Sá disse...
Este comentário foi removido pelo autor.